sexta-feira, 27 de junho de 2008

ESTRATÉGIAS DE HEDGE PARA INVESTIDOR INDIVIDUAL

O investidor individual na bovespa sofre quando o mercado reverte uma tendência de alta e inicia uma correção. A carteira perde a rentabilidade e a grande maioria acaba realizando alguma posição, deixando parte do lucro no mercado ou, até mesmo, incorrendo em prejuízo.

Com a criação dos contratos de mini índice futuro de ibovespa, o investidor pode agora proteger sua carteira e, reduzir as perdas com as correções do mercado.

O mini contrato futuro de ibovespa negociado através do sistema Web Trading, tem o tamanho equivalente a 20% do contrato padrão de índice bovespa, constituindo assim uma excelente alternativa de hedge[1] para o investidor individual.

Para operar mini contratos, é necessário um cadastro numa corretora associada a BMF e, utilizar o Web Trading, que é a ferramenta necessária para envio de ordens. O tamanho do mini de ibovespa é de R$0,20 vezes os pontos de índice Bovespa futuro. O vencimento é sempre em meses pares, conforme autorização da própria BMF e, o investidor deve ter atenção com a proximidade dos mesmos.

São negociados mini contratos de Boi Gordo, Café, Dólar e Ibovespa, sendo que o último é o único com boa liquidez e possível de se montar um hedge para uma carteira de ações.

Para se fazer um hedge ou proteção da carteira, o investidor deverá montar uma posição financeira em mini contratos do ibovespa, equivalente a sua posição acionária no mercado a vista. Uma forma de cálculo é pegar o valor financeiro da posição acionária e dividir pelo valor do índice multiplicado por R$0,20 que é o valor do mini. 

Número de minis =  Capital em R$ (valor carteira)

                                  Índice bovespa * R$0,20

 O investidor com posição comprada no mercado a vista, ao acreditar numa correção do mercado, ele vende pontos de mini índice futuro, baseado no tamanho da sua posição acionária. Com essa operação ele continua perdendo valor da sua carteira, com a queda no preço das ações, mas a posição vendida em pontos de índice futuro do ibovespa, reduz as perdas, pois ele terá lucro na operação com a queda no valor do índice futuro.

Mas nem tudo são flores nesse mercado. O mini é um derivativo[2] e, como tal, o investidor está sujeito as variações inerentes desse tipo de mercado. A volatilidade é muito maior do que no mercado a vista e, a venda de um número maior de contratos leva o investidor a operar alavancado e, acaba aumento mais seu risco. Falsos movimentos do mercado podem induzir o investidor ao erro.

Antes de iniciar operações nesse mercado, o investidor deve procurar o máximo de informações que encontrar. Seja junto a sua corretor, ou no próprio site da BMF.

É importante ressaltar que as operações com futuro são regulamentadas e fiscalizadas pela CVM e pela própria bolsa como entidade auto-reguladora e, contam também com um sistema de gerenciamento de risco, administrado pela Clearing de Derivativos BM&F, que garante a liquidação das operações e atua como contraparte da negociação.


[1] É um instrumento que visa proteger operações financeiras do risco de grandes variações de preço em um determinado ativo.

[2] Ativos financeiros que derivam, como o próprio nome já diz, de um outro ativo.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Novo Site

Senhores,

É com satisfação que anunciamos que lançamos a primeira versão do site da Uniinvest. Uma empresa focada da difusão de conhecimento sobre o mercado financeiro. Para isso disponibiliza cursos de excelente qualidade e diferenciados dos demais encontrados no mercado.

Acesse agora www.uniinvest.com.br.

Abraço a todos
Gustavo Lobo

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Ibovespa manterá trajetória de alta ou recente correção mudou rumo do mercado?

Por: Rafael de Souza Ribeiro
26/05/08 - 15h00
InfoMoney

SÃO PAULO - Desde o último recorde histórico em fechamento - 73.517 pontos, na terça-feira passada - a trajetória de alta do Ibovespa perdeu força e cedeu espaço para um movimento corretivo, que levou o benchmark, no intraday de sexta-feira (23), aos 70.774 pontos, nova faixa de congestão.

Diante deste cenário, fica a dúvida: o Ibovespa manterá a trajetória de alta verificada desde a chegada do investment grade, buscando assim novas máximas, ou o mercado mudou seu rumo e as correções recentemente vistas terão continuidade?

Tendência de alta confirmada
Apesar da aparente correção no curto prazo, Luiz Antonio, operador e sócio diretor da TCX Escola de Operadores, lembra que o índice vem mantendo o viés de alta no gráfico semanal, rumo à casa de 79.500 pontos.

Porém, para que a máxima seja alcançada, Vinícius Vereza, analista técnico da Dojistar Four Gráficos, antevê que o Ibovespa só terá caminho livre depois de ultrapassado o patamar de 74.000 pontos, onde terá mais conforto para novas altas.

À espera deste movimento, Gustavo Lobo, instrutor da Uniinvest, revela que o caráter "sobrecomprado" atual do mercado não inspira confiança para uma eventual locação de posição, opinião esta compartilhada pelo operador da TCX.

Suporte decisivo
Abaixo da mínima de 70.774 pontos, Luiz Antonio prevê que o índice poderá experimentar um movimento mais intenso de correção, com primeiro suporte na casa de 68.600 pontos. Para Vereza, tal patamar pode ser considerado decisivo para uma definição concreta de tendência.

Na análise do sócio diretor da TCX, abaixo deste perímetro, o Ibovespa pode retomar a faixa dos 65.000 pontos, o que inspira atenção ao movimento do mercado e aos patamares traçados para uma eventual mudança de estratégia.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Emissão de ações e fusões e aquisições devem crescer em países emergentes, aponta Merrill Lynch

Valor Online
08/05/2008 18:31

SÃO PAULO - Para o banco de investimentos Merrill Lynch os mercados emergentes são uma boa história de crescimento, pois são uma classe ativo subcapitalizada e pouco alavancada. Por esta razão, o banco acredita que as emissões de ativos e as fusões e aquisições apresentam tendência de alta. 

O banco lembra que para cada US$ 1 emitido em 2003, foram US$ 7 emitidos no ano passado. Este expressivo crescimento coloca os emergentes como responsáveis por 35% das emissões globais em 2007. 

Também foi verificado um forte crescimento nas atividades de fusão e aquisição (M & A). Para cada anúncio de fusão e aquisição em 2003, ocorreram quatro negócios em 2007, tornando os emergentes responsáveis por 28% da atividade global em M & A. 

No entanto, o banco lembra que este forte crescimento não isenta as companhias emergentes da necessidade de aumentar sua alavancagem, o que torna a expansão via emissão de ativos uma tendência forte. 

Somente em 2007, em termos agregados, as empresas emergentes levantaram mais de US$ 550 bilhões no mercado de capitais. Foram quase US$ 200 bilhões em ações, cerca de US$ 100 bilhões em dívida corporativa e outros US$ 200 bilhões via private equity. Em 2003, as emissões totais não atingiram US$ 150 bilhões.

Na América Latina, as emissões de ações, primárias e secundárias, foram recorde, somando US$ 35,6 bilhões. Cifra três vezes maior que os US$ 11,5 bilhões de 2006. Para efeito de comparação, em 2003, foram apenas US$ 200 milhões. Para o banco, este expressivo crescimento decorre de um base de partida muito baixa.

Na avaliação por setor, o banco indica que as emissões continuam bastante concentradas em bancos, indústria, energia e matérias-primas.

Neste começo de ano, no entanto, a turbulência nos mercados financeiros internacionais se fez sentir, reduzindo sensivelmente a atividade nos mercados de capitais. Em termos anualizados, a emissão de ações no primeiro trimestre somou US$ 84 bilhões, pior resultado em dois anos, enquanto a emissão de títulos corporativos somou US$ 18 bilhões, menor ritmo em quatro anos.

Outro ponto destacado pelo Merrill Lynch é a enorme possibilidade de fusões e aquisições entre as empresas de baixa capitalização, ou small caps. 

Segundo o banco, existem 660 empresas atuando dentro do fragmentado e pouco alavancado mercado doméstico emergente. Um setor propenso a consolidação seria o de consumo, pois é bastante pulverizado e tem baixa alavancagem. 

No ano passado, segundo dados do Merrill Lynch, os emergentes fecharam 400 negócios em M & A totalizando US$ 192 bilhões, ultrapassando, assim, os 318 negócios (US$ 110 bilhões) observados entre os desenvolvidos. 

O banco também chama atenção para um fato novo. A compra de empresas em mercados desenvolvidos por companhias emergentes. No ano passado, esta modalidade de aquisição mais que dobrou, somando US$ 80 bilhões, o que representa 43% de todos os negócios fechados por empresas emergentes.

(Eduardo Campos | Valor Online)

sábado, 3 de maio de 2008

Grau de Investimento

por: Gustavo Lobo
03/04/08

O Brasil passa por um momento fantástico economicamente. O grau de investimento concedido pela S&P altera o mercado de capitais no país.

Podemos perceber uma mudança já nos dois últimos dias de pregão como grau de investimento. O volume transacionado pelo ibovespa ficou acima dos R$10 Bilhões. Quem acompanhou viu papéis subirem 20%, 10% em apenas dois dias de pregão. O Real se valorizou substancialmente frente ao Dolár.

Nesses momentos o incauto se assanha e acaba tomando decisões equivocadas. Importante saber que, nem tudo que reluz é ouro. Apesar da elevação do raiting do país, é importante manter a consciência de comprar qualidade.

Mas com absoluta certeza o mercado vai melhorar muito com a maior liquidez!

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Brasil recebe título de grau de investimento pela agência S&P

Da Redação do Uol Economia
Em São Paulo

O Brasil adquiriu nesta quarta-feira o título de grau de investimento pela Agência de Rantig Standard & Poor´s. A nota de crédito (rating) para moeda estrangeira subiu para BBB- com perspectiva estável e a nota para moeda local passou de BBB para BBB+, também com perspectiva estável.

Com esta nova nota, o país entra no grupo de países considerados de baixo risco de inadimplência.

Imposto de Renda: o que fazer quando as ações são desdobradas ou bonificadas?

Por: Rafael de Souza Ribeiro
30/04/08 - 14h05
InfoMoney

SÃO PAULO - No último dia para entrega do Imposto de Renda, muitas dúvidas ainda pairam entre os contribuintes que possuem investimentos em ações.

Diante da legislação que regula a descrição de renda variável, uma das questões freqüentemente levantadas diz respeito aos métodos de declaração quando há desdobramento ou bonificação de uma ação.

Cientes da confusão que permeia o assunto, os instrutores da Uniinvest Gustavo Lobo e João Tarcitano reservam uma parte do curso "Formação de Investidores" para explicar o que fazer diante desses eventos de custódia.

Métodos diferentes

Os instrutores da Uniinvest começam lembrando que, ao contrário do sugerido pelo senso comum, bonificação e desdobramento não são a mesma coisa. Na prática, ambas as operações implicam aumento da quantidade de ações. Porém, as semelhanças param por aí.

A bonificação representa a distribuição de resultados da empresa através da emissão de novas ações, realizada quando da incorporação de reservas ao capital social.

Já o desdobramento, também conhecido pelo termo inglês "split", nada mais é do que a simples divisão de uma ação em várias. Normalmente, a empresa opta por repartir a ação visando ganhos de liquidez, tal como ocorrido recentemente com os papéis da Petrobras.

Um exemplo didático

Para fins didáticos, Gustavo Lobo e João Tarcitano pegam como exemplo um investidor que tenha adquirido mil ações da empresa X em 2006, a um custo total de R$ 1.200. Na declaração do ano corrente, o contribuinte irá declarar na parte de "Bens e Direitos" as mil ações da empresa X, no valor de R$ 1.200.

Se, no ano de 2007, o investidor mantém a posse das mil ações e a empresa X faz um desdobramento de 100%, o acionista deverá alterar na parte de "Bens e Direitos" apenas a quantidade de ações possuídas; no caso, duas mil ações.

Porém, se a empresa X optar por uma bonificação de 100%, o investidor deve fazer mais do que simplesmente duplicar sua quantidade. Nesse caso, existe também um custo contábil, que é publicado na ata da assembléia de deliberação. Esse custo às vezes é nulo, mas nem sempre.

Posto que exista o custo contábil, o contribuinte descreve o valor de sua posição acionária como produto da seguinte conta: R$ 1.200,00 + (quantidade de ações recebidas em bonificação multiplicada pelo valor do custo unitário do bônus).

Além disso, na ficha de "Rendimentos isentos e não tributáveis - Lucros e dividendos recebidos", o investidor também contabiliza o produto da quantidade de ações recebidas em bônus pelo custo unitário de cada bônus, lembra a Uniinvest.